fbpx

O futuro da manufatura: produção distribuída

A Revolução Industrial foi um momento histórico que ocorreu na Europa entre os
séculos XVIII e XIX. Durante esse período houve a substituição do trabalho artesanal
pelo uso de máquinas, ou seja, o surgimento e a verdadeira origem da tecnologia na
sociedade. Contudo, o mundo pós-moderno ainda sofre essa ressignificação, como
mostra a criação da manufatura distribuída.
Afinal, você já ouviu falar sobre essa nova tecnologia? Entenda aqui o que ela é e o
porquê de ser tão discutida nos dias de hoje, além da sua representação e importância
entre os profissionais da indústria e tecnologia da informação. Para isso, é claro, não
deixaremos também de citar sobre as críticas que existem sobre a manufatura
distribuída.
Continue aqui e acompanhe o nosso artigo! Boa leitura.

Manufatura aditiva em voga

Você deve estar se perguntando sobre “o que é manufatura aditiva”. Comumente
conhecemos esse item como impressão 3D, a nova realidade que muitas pessoas se
encantam na produção das indústrias.
Essa tecnologia é uma técnica de fabricação digital, que se forma por meio da união
de um software e hardware. Determinado software faz a leitura do desenho 3D e
configura todos os parâmetros, sendo este processado e construído pela máquina a
partir de determinados tipos de plásticos, que podem ser fundidos, solidificados ou
unidos, dependendo da tecnologia aplicada.
Existem três passos para essa manufatura aditiva funcionar, sendo elas a fabricação
do filamento fundido (FFF), a estereolitografia (SLA) e a sinterização seletiva a laser
(SLS).

Manufatura distribuída: uma nova realidade

Mas, afinal, onde a manufatura distribuída entra nesse contexto? Muitas pessoas
acreditam que a impressão 3D é uma tecnologia extremamente avançada e que
condiz com a atual sociedade que vivemos.
De certa maneira essa afirmação é verdadeira, pois as inovações ocorrem em pouco
tempo e a MA é a representação disso. Porém, mesmo sendo um processo de
fabricação relativamente novo, já existem outras aplicações em andamento, como
ocorre com a opção distribuída.

A união da manufatura aditiva e da TI

Para você que não conhece, a manufatura distribuída é a junção da impressora 3D
com elementos da tecnologia da informação (TI). Também chamada de produção
distribuída, esta permite que as máquinas sejam controladas a partir de qualquer
ambiente, sendo apenas necessário um sistema interligado ao aparelho de impressão.

Além disso, a produção de peças e de outros produtos é realizada por meio dessas
máquinas, mas em lugares distintos. Em vez de importar peças e ferramentas para a
empresa, por exemplo, a manufatura aditiva pode fabricá-la na própria sede
viabilizando o processo de criação.
Ou seja, as redes de instalações dessa indústria funcionam de maneira dispersa, seja
no serviço dos colaboradores ou na criação de novos produtos sem a necessidade de
deslocamento de materiais e afins.

Produção descentralizada geograficamente

Muitos estudiosos apelidaram essa tecnologia de produção descentralizada
geograficamente. Sim, o nome é extenso e complexo, mas a teoria não é tão difícil de
entender – fugindo até mesmo do público que trabalha com essa área.
Para dinamizar essa nova realidade do mercado, quando um pesquisador chama a
manufatura distribuída de produção distribuída ou produção descentralizada
geograficamente, ele apenas quer dizer que o controle e automação dessas máquinas
podem acontecer de qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de estar dentro da
empresa manuseando a impressora 3D.

Logística otimizada para as empresas

A manufatura distribuída é bonita na teoria, porém muito melhor na prática! Quando
falamos sobre a descentralização dos processos, não queremos apenas viabilizar o
uso de máquinas e o ir e vir de funcionários. Sim, isso também é englobado, mas as
empresas que adotam esse método também apostam em uma logística otimizada.
A manufatura tradicional muitas vezes exige materiais, peças e ferramentas de
fornecedores externos ou de plantas sediadas em outros países, demandando gastos
e tempo para chegar à sede dessa empresa. Por meio da manufatura aditiva
distribuída, no entanto, é possível diminuir esse impacto e facilitar a criação de
produtos pela tecnologia da informação.
Imagine que você trabalhe em uma fábrica de automóveis e que as peças somente
são produzidas em países fora do Brasil. Por meio da manufatura aditiva e a união
com a tecnologia da informação é possível enviar os arquivos digitais do projeto e
fabricar moldes e/ou produtos finais aqui mesmo, sem a necessidade de gastar com o
transporte e até mesmo com o armazenamento.
No entanto, a tecnologia da informação tem que estar muito bem preparada e com
uma rede de segurança muito rígida para garantir que arquivos importantes e
confidenciais de projeto não sejam comprometidos durante a troca de informações em
ambiente online.

Conclusão

Até aqui, então, entendemos que a manufatura distribuída é, primeiramente, a junção
da comumente chamada impressão 3D com a tecnologia da informação, como uma
forma de substituir a mão de obra local para o serviço à distância.

Mas, além disso, ela também é uma maneira de otimizar o processo de logística de
uma empresa, pois além de diminuir os custos com transporte de matérias-primas,
peças e outros, ela também reduz o tempo nessa transição e acelera o processo de
criação do produto.
Esse avanço é o reflexo da pós-modernidade, que apresenta todos os dias melhorias
para as indústrias e sociedade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *