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Tecnologia de impressão 3D: você sabia que é possível imprimir em polímero?

Que as impressoras 3D estão famosas no mundo, todos nós sabemos. Contudo, mesmo que essa máquina esteja se disseminando e tornando-se cada vez mais comum, poucas pessoas sabem como ela funciona, inclusive quando se trata da impressão de polímeros

Você sabe como esse processo se dá? Entenda com a gente o que é polímero, além do porquê de imprimir esse tipo de material nas impressoras 3D e os modelos mais utilizados no mercado atualmente. 

Continue aqui e acompanhe tudo que temos para explicar sobre esse tema! Boa leitura. 

Você sabe o que é polímero?

Em primeiro lugar precisamos explicar o que é polímero. Muito provavelmente você já escutou esse nome em algum lugar durante rodas de conversas, que as pessoas debatiam sobre a origem do nosso famoso plástico. Há sim uma relação entre eles, mas não é tão simples dessa forma. 

Os polímeros são o que a química chama de macromoléculas formadas por pequenos monômeros. Para que este seja o composto que conhecemos popularmente como plástico é necessária essa junção de vários monômeros, pois apenas dessa maneira forma-se o que utilizamos no nosso cotidiano.

Porém é importante salientar que os polímeros não são apenas de origem sintética, como os mais popularmente conhecidos. Há também aqueles que são naturais e que encontramos, por exemplo, na borracha e em vegetais ricos em amido.

Por que imprimir polímeros?

As impressoras 3D foram criadas com o intuito de servir como um aliado ou até mesmo substituto de alguns processos e tecnologias, que são utilizadas principalmente em empresas de engenharia e afins. 

A impressão de polímeros nesses equipamentos é uma forma de não somente fabricar produtos com um melhor custo/benefício dentro da indústria, mas também trazer a oportunidade para ambientes escolares e acadêmicos, por exemplo, que normalmente não tem acesso às tecnologias de alto custo tradicionais.

Tipos de impressões 3D em polímeros

Agora que já explicamos o que são os polímeros e o porquê das pessoas utilizarem uma impressora 3D para replicar produtos com esse composto, vamos apresentar os derivados mais utilizados nessas máquinas e a motivação para cada um.

Por isso, se você é uma pessoa interessada no assunto e que está atrás de uma impressora 3D para essa função, pegue uma caneta e um papel para anotar todas as informações necessárias! 

 1. PLA

Em primeiro lugar temos o poliácido láctico (PLA ou ácido poliláctico), o qual é um polímero constituído por moléculas de ácido láctico, um ácido orgânico de origem biológica, que é obtido a partir de recursos renováveis. O ácido láctico utilizado na sintetização do PLA é de origem de fontes naturais que contêm amido ou açúcar, como milho, trigo, cana-de-açúcar, beterraba ou batata.

Este é o material mundialmente mais utilizado nas impressoras 3D FDM, as quais imprimem exclusivamente polímeros, apresentando propriedades mecânicas similares às dos polímeros com origem em fontes fósseis, com um elevado módulo de elasticidade, rigidez, transparência, comportamento termoplásticobiocompatibilidade e boa capacidade de moldagem. Desde iniciantes até o uso profissional industrial, o PLA é altamente recomendado devido a sua facilidade de impressão e alto nível de acabamento estético. 

2. ABS

Altamente utilizado pela indústria tradicional, da sigla ABS temos o Acrilonitrila-Butadieno-Estireno, o qual nos últimos anos passou também a ser altamente utilizado pelo setor de impressão 3D, principalmente devido a sua combinação de flexibilidade, resistência ao impacto e baixo custo. 

Porém, por ser um polímero sintético com origem em fontes fósseis e por possuir um grau mais elevado na dificuldade de impressão, está perdendo espaço para outros materiais já existentes e também para novos desenvolvimentos que visam substituí-lo mundo afora, como é o caso do PETG e do ASA, respectivamente e que serão apresentados a seguir.

 

1. PETG

O nome lembra algo comum, não é mesmo? Esse é um tipo de polímero formado pela combinação do nosso famoso PET – aquelas garrafas plásticas de refrigerante e afins – com o composto glicol.

Numa impressora 3D, esse material forma produtos mais resistentes a desgaste exterior e até mesmo corrosão. No entanto, quando colocado em altas temperaturas, ele sofre deformidade como uma própria garrafa PET.

Muitas empresas utilizam a impressão desse material como uma forma de baratear um produto que o utiliza e replicá-lo com menos verba. 

 

2. ASA

Em contrapartida temos outro material, que é muito reproduzido em impressoras 3D e que fazem parte do grupo de polímeros. O ASA, sigla dada ao nome Acrilonitrila-Estireno-Acrilato, é um material com esse tipo de monômeros, que se caracteriza não somente pela sua resistência, mas também pela sobrevivência em intempéries. 

Imagina a parte estrutural de um retrovisor de carro: além de resistir ao calor e frio, ele todos os dias aguenta ventos, chuvas, sujeiras, entre muitos outros fatores. Reproduzi-lo em impressoras faz com que haja uma redução no tempo de desenvolvimento maior ao mesmo tempo em que os custos sejam reduzidos. 

3. Tritan

Por último, mas não menos importante nessa lista, as empresas que utilizam impressoras 3D para imprimir polímeros optam também pelo material Tritan. 

Este pode vir de duas formas: semelhante ao vidro, devido a sua transparência e espessura, ou semelhante a fios de nylon, quando formados por filamentos desse material.

Independente da forma que é construído, as impressões moldam produtos extremamente resistentes tanto às ações externas como também às altas temperaturas. Ou seja, dessa lista, ele é o mais forte de todos! 

 

Conclusão 

Ao fim entendemos que os polímeros são materiais muito comuns para impressão 3D e que os profissionais de diversas áreas os utilizam em uma combinação de custos baixos e rapidez no desenvolvimento de produtos, seja na prototipagem ou fabricação dos produtos finais. 

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